Nunca é tarde para mandar alguém se foder.

Caio Fernando Abreu (via minhavidasemti)

(Source: 02-12-06)



Controle suas emoções e discipline sua mente.

Severo Snape  (via realidadesdeummenino)

(Source: sabedorias)



Sabe, cara, eu tenho que confessar que quando eu mandei ela embora, eu fiquei esperando ela voltar. Eu fiquei exatos 145 dias esperando uma ligação, uma mensagem, até um sinal de fumaça eu tava aceitando. Eu lembro que a última vez que eu a vi, ela vestia uma calça jeans e uma blusa rosa que deixava ela mais linda do que se ela estivesse de vestido e salto alto. Eu sempre gostei disso nela, dessa coisa dela parecer mais bonita que todo mundo mesmo que tivesse de pijama e maquiagem borrada. Ela tem uma coisa diferente, sabe? Ela não é como as outras, ela gosta de rock mas eu lembro que ela sabia a letra inteirinha de uma musica do Restart. Ela vestia roupas curtas, mas ela ficava estranhamente inocente com essas roupas, parecia uma daquelas atrizes adolescentes de novela das oito. Ela era tão minha, só de olhar para ela eu sabia que ela era minha… Era… Não é mais porque eu achei que a vida com ela seria monótona demais, sei lá, achei que não ia dar certo porque a gente dava certo demais, e eu fiquei com medo de em algum momento ela ir embora e me deixar. E eu era desse tipo mesmo, que ligava pra quem terminava e pra quem era o mais forte e o mais inteligente, mas ela não sabia disso, ela nunca soube dessas minhas competições internas e mesmo assim sempre pareceu frágil demais, inocente demais. Ela me beijava com vontade de beijar o resto da vida, eu sentia isso, cara, eu sentia que ela gostava de mim como nenhuma outra garota nunca gostou. Ela se aninhava nos meus braços com uma facilidade tão incrível que parecia que ela tinha nascido para ficar escondidinha dentro do meu abraço. 145 dias e eu não consigo esquecer o jeito que ela olhava pra mim, como se eu fosse o melhor cara do mundo, como se eu valesse a pena e ela estivesse disposta a tudo por mim. Eu tinha aquela garota na palma da minha mão, eu poderia trair, brincar, até gritar, que ela ficaria comigo porque sempre soube que eu precisava dela, embora não falasse, ela sabia que eu já não imaginava um jeito de ficar longe dela. Mas se ela sabia, por que ela me deixou? Eu sei que a mandei embora, mas era pra ela ter ficado, cara. Só que ela foi embora, e levou tudo com ela, as calcinhas que ela pendurava sob o box e as camisetas que ela guardava na minha gaveta de meia. Levou aquele beijo, aquela voz gostosa e se levou de mim rápido demais. Eu fui um canalha, um babaca, um otário e outras essas coisas que ela me disse quando foi embora e deu aquele gritinho agudo dizendo que ela nunca deveria ter me conhecido. Na hora eu não senti nada, sei lá, fiquei olhando pra ela e deixei ela ir embora, mas depois, depois quando eu olhei pro box e não vi a calcinha dela lá, eu senti que tinha feito merda e que já era tarde demais, que eu tinha sido o cara mais burro do mundo e tinha perdido a única garota que gostou de mim mesmo eu dando motivos pra não gostar. Ela assistia futebol, ia à finais de campeonato comigo, ela torcia comigo, ela amava andar pela casa só de calcinha e sutiã, ela fazia uma massagem que só ela sabe fazer, ela não brigava comigo quando eu sumia e muito menos reclamava quando eu passava uma semana sem dar sequer um telefonema. Ela gostava de mim, ela me amava, não amava? Agora me diz porque eu mandei ela embora. Eu tinha a garota perfeita, a namorada perfeita, a mulher perfeita, e poderia ter pro resto da vida se quisesse. Mas eu mandei ela embora e ela não me liga mais. Ela sai com os amigos e dizem que ela está feliz. Ela encontrou alguém melhor do que eu. Ela está bem, não está? Então por que eu não estou? Nesses 145 dias eu senti a falta dela. E hoje no 146° dia, eu sinto a falta dela pra caralho.

Eu mandei ela embora, e porra, ela foi mesmo. — Cibele Sena  (via coracao-embriagado)



I’m fine.
Yeah, I know.
I am.

(Source: bewitchthemind)




mishasteaparty:

Favorite Loki moments in “The Avengers”



Eu não gostava de andar de chinelo com meia e muito menos de dormir de conchinha, juro.”
Todas aquelas vezes que você passava umas 7 horas da manhã neblinosa pra ir comprar pão na padaria da esquina eu te observava pela janela. Focava nos teus pés, era diferente para mim andar de chinelo com meias. No meu ponto de vista tudo se resumia como uma mania, uma estranha mania. Parecia um tanto confortável para chegar no ponto de andar com aquelas esquisitices no pé. Não importa se estivesse frio, calor ou caindo meteoritos do céu, que seja, aquela tentadora garota que por sinal adorava pão estaria com chinelo e meia. Mas é claro que permanecerei calado, minhas manias nunca entraram no padrão de “normalidades”. Em todos meus anos de pura babaquice nunca vi alguém tomar pelo menos um copo de água antes de dormir. Mamãe me disse que desde quando eu tinha lá pelos meus sete, oito anos eu fazia isso.
Era sexta-feira, eu acordei cedo como de costume para caminhar pela praça perto de casa com meu cachorro, antes que eu pude sair mamãe me pediu pra ir à padaria comprar pão para ela. Ela tinha acordado com uma forte gripe, espirrando e tossindo incessantemente. Peguei o dinheiro que estava sobre a mesa de centro da sala. Enquanto caminhava olhei para trás e me deparei com a garota com a mania estranha. Ela estava a uns treze metros de mim, mesmo longe pude observar o teus pés com meia e chinelo. Ela fez um gesto com a mão de “Olá”, assenti. Prossegui até a padaria da esquina. É bizarro me referir à ela usando as expressões “A garota com manina estranha ou a garota que usa chinelo com meias” Eu queria saber teu nome. Eu entrei na padaria e logo ela entrou em seguida. Ah, e teu nome é Sophia, com “ph” ela completou. Começamos a falar sobre o delicioso cheiro que vinha da padaria, parecia pão-de-mel, não sei… Mas era delicioso. Nós nos sentamos e começamos a tentar decifrar de que era aquele cheiro maravilhoso. Porque mesmo estamos falando sobre esse cheiro? Ela questionou. Não sei, talvez seja a falta de assunto, eu respondi. Na verdade eu tinha milhares de assuntos para falar com ela, e também tinha milhares de perguntas, e uma delas era perguntar o porquê de ela usar chinelo com meias, mas não o fiz, eu não queria ser indiscreto. Fiquei olhando para os pés dela durante alguns segundos e ela então perguntou: Você também acha isso estranho não é? Fingi que não havia entendido e perguntei: Oi? O quê? – Desviei o olhar. Essa mania, usar chinelo com meias, que bizarro. Não, claro que não – Gaguejei. Ela me olhou como se estivesse querendo dizer: “Não se faça de desentendido” Todos acham isso estranho, mas eu não. Eu me sinto bem assim, não sigo os padrões que a sociedade impõe, não me agrada ser normal, mas afinal, todos têm suas esquisitices e manias, não é mesmo? Eu apenas confirmei com a cabeça, pensando no que eu costumava fazer quando eu tinha sete, ou oito anos, sei lá, apesar de não aparecer tão estranho quanto usar chinelo com meias. Nós nos despedimos e não supri minha vontade de perguntar o porquê daquela mania. A gente passou a se falar, todos os dias, no mesmo horário, no mesmo lugar, sentindo o mesmo cheiro. Aquilo já tinha virado rotina, uma rotina da qual eu não me importaria de ter por anos. Eu já não achava tão estranho as manias de Sophia, talvez seja porque eu esteja convivendo com aquilo todos os dias, ou talvez porque são as manias dela. Numa certa conversa, ela me disse que adorava dormir de conchinhas, mesmo que sozinha. Eu não poderia ter achado aquilo menos estranho, eu não gosto de dormir de conchinha, quanto mais sozinho, se é que isso é possível. Sophia fazia-me sentir-se bem como não me sentia a um bom tempo, ela era um remédio para todas as minhas tristezas, ou até mesmo um remédio que me fazia esquecer todas elas. Depois de muito tempo convivendo com aquilo eu posso dizer: “Sim, eu me apaixonei por uma garota que costuma usar chinelo com meias, gosta de dormir de conchinha até mesmo sozinha e que ama pão, as manias delas, são minhas agora.” Eu nunca soube o porquê de todas aquelas manias e provavelmente nunca saberei, não passam de simples esquisitices que a fazem bem, e que agora me fazem também.

Eu fiz de você uma mania para mim. - Leonardo Maciel e Junior (ourdrafts)


klutella:

↳ 25/100 pictures of Robert Downey Jr.

klutella:

↳ 25/100 pictures of Robert Downey Jr.



Mas ficou tudo fora de lugar. Café sem açúcar, dança sem par.

Cazuza (via poet-since-1994)

(Source: relicariodemim)



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Porque, pra viver de verdade, a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama.

Caio Fernando Abreu
““Sorrir não mata. Viver não dói. Abraçar não arde. Beijar não fere. Rir não machuca. Você não tem motivos para não tentar ser feliz.” — Renato Russo.
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